08/07/2009

~


Modelo: Madre Mía. <3/

04/07/2009

gabrick_

君は君だけしかいないよ
代わりなんて他にいないんだ
枯れないで一輪の花
!

Você tem que ser você

Não há quem possa te substituir
Por isso, não seque, flor única!

一輪の花 (ichirin no hana) - HIGH and MIGHTY Color
- Post dedicado.

27/06/2009

Sumi.


por uma semana. até.

michael<3himself~

24/06/2009

Conceptual Art





Será que mais alguém escreve contos imaginando a cara das pessoas, do mesmo jeito que eu? '-'
Enfim, é mais ou menos assim que eu imagino meus personagens. HAHA. Beijos.

20/06/2009

Eu não queria lembrar,



Eu não queria lembrar de como era você, de como era bom falar contigo. De quantas horas nós passávamos juntos, conversando, observando juntos o pôr-do-sol. Eu não queria lembrar de como éramos íntimos, de como as coisas eram aparentemente perfeitas e de todas as cores dos seus olhos. Eu não queria lembrar do seu cheiro, porque me deixava sem sono à noite... A falta virou costume, E eu não queria lembrar de nada, eu não queria mais lembrar de nós dois. Eu só queria amar você. Será que você entenderia que pra mim basta te amar?

(Eduardo César)

Pergunta: Será que alguém entenderia meu problema? u_u
Bjs.

17/06/2009

Vida, Vida?

Vida, vida, vida, ah! lo que tanto buscaba yo, y ahora lo encontrado en Ti. (DC Reto)



Algumas vezes esquecemos que temos tantos motivos pra sorrir, porque nos obrigamos a achar coisas pra chorar. É como uma droga. Adolescentes são os principais usuários dessa droga sentimental. É uma mistura de tédio, depressão, uma quantidade enorme de responsabilidades chegando de uma só vez e um pouco de alienação. Lógico, ninguém percebe. Eu demorei pra perceber que eu tinha mais motivos pra sorrir do que pra chorar e, meu Deus, quanta coisa feliz eu poderia ter começado a viver mais cedo! Todos nós às vezes temos que experimentar o Amor. Amor que eu estou falando não se lê "ficar apaixonado por uma garota, beijar, transar". É a maior mentira que os jovens têm na cabeça. Pensar que hoje em dia tudo pode, porque a mídia ou o mundo traz várias idéias disfarçadas em música, roupas e ideologias. A quanta besteira você tem se submetido! Pessoas que acreditam que Da Vinci Code (Dan Brown) é a verdade, pessoas que questionam os ensinamentos da Bíblia, pessoas que desafiam os pais, e no final acabam sempre se ferrando.

Termina em tristeza, morte, ou pior, solidão. Solidão é triste, e é como se você estivesse morto para todos os outros que te cercam. Eu encontrei amigos - que me chamam de amigo, irmão, e só passamos um fim de semana juntos! - e restituí amizades que, tsc, nem eu sabia que eram meus amigos de verdade.

Terminando o post desejando que Deus ajude minha professora Myllena a ficar boa da gripe, e o Pr. Ribamar, que eles dois tem que conseguir falar até domingo '-' Eu tenho medo de cantar sozinho na frente da igreja, ok. Ainda. Depois, isso passa. Ah, também que o San e Banda façam sucesso no interior, que tudo dê certo, porque se acontecer alguma tragédia com ele agora, eu vou ficar mais do que triste. Gustavo, procura estudar, irmãozinho - se não eu te dou uma bolacha \marta (piada interna). E é isso. Até mais!

Beijos, Edwl~

11/06/2009

Um sonho [?]


Esse conto foi produto de um pesadelo que tive. E eu tinha que escrever.

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Havia uma ruazinha no bairro onde eu morava quando era menino. Havia uma escada em vez de uma ladeira para descê-la. Ali algumas crianças brincavam todos os dias, com a certeza de que carro nenhum passaria por cima delas. As casas da rua eram altas, o que a deixava com sombra quase o dia todo, exceto ao meio-dia. Não era asfaltada na época, era feita de alguns tijolinhos de concreto liso que deixavam o capim evoluir entre eles. A escada era feita com tijolos maiores, e se você sentasse nos degraus superiores o pôr do sol atrás do sobrado antigo era uma coisa fantástica. Eu ia vê-lo sempre com meus primos que iam passar as férias lá em casa, a Ana Laís e o Gustavo. Sempre que íamos, ficávamos comentando sobre uma menininha molambenta que não saía de lá, e parecia sempre estar abismada com algo no horizonte. O brilho dos seus olhos era tão intenso, e nunca sabíamos o que ela via de tão fantástico no horizonte. Mesmo para crianças de doze anos, era feia a forma como ficávamos fazendo fofoquinha e rindo pelas costas da coitada.

A iniciativa foi da Ana: chegaríamos lá para fazer amizade com a estranha guria. Ela não parecia ser mais nova ou mais velha do que nenhum de nós. Quando nos aproximamos, ela nos recebeu com um sorriso enorme no rosto, escondido atrás de seus cabelos lisos despenteados. Meus primos apesar de tudo ainda se afastaram um pouco, quando eu já estava sentado do lado dela.

- Ei, tu também pode ver o que eu vejo? – ela disse, cochichando.

- O que você vê? – eu perguntei, todo curioso.

- Ali, no penhasco, aquela pedra que parece um castelo... As nuvens de ouro também são muito bonitas, sabe. Tem uns calangos coloridos que sempre passam por aqui, eles são pequenos como os calangos que se vê em casa. Só que eles falam com a gente, não sei em que idioma, mas que falam, falam. O meu preferido é o pássaro gigante de fogo que passa aqui todo pôr-do-sol... Daqui a pouco você vê que bonito.

Ela apontou para o horizonte laranja do fim de tarde e começou a descrever o que via. De forma tão infantil e inocente, que parecia ser verdade. Mas eu não via nada. Eu olhei um instante para ela, depois olhei para meus primos. Gustavo rodava o indicador ao redor da orelha direita, insinuando que a coitada era louca. Ana deu uma bofetada nas costas dele, afinal, ela sempre achou feio caçoar dos outros. Fui cutucado pela garotinha estranha.

- Olha, olha – ela dizia empolgada – o pássaro de fogo, que beleza!

Quando eu já esperava ver novamente o velho sobrado de sempre, a luz do Sol que se escondia brilhou mais intensamente chegando a me ofuscar por breves momentos. Uma lágrima riscou minha bochecha esquerda, e minha boca ficou aberta, de tão surpreso. Tudo o que há alguns minutos eu não podia ver estava ali, como ela disse. Os lagartos com todas as cores no corpo, alguns chifres em suas cabeças e eles diziam coisas que não pude decifrar, enquanto balançavam a cabeça me cumprimentando. Algumas rochas azuis baixinhas estavam no lugar das casas altas, e brilhavam de todos os pigmentos possíveis refletindo a luz emitida pelas grandes e volumosas nuvens douradas na beira de um penhasco. Ali, neste lugar, estava uma rocha linda, em formas pontiagudas para cima que lembravam um castelo das histórias de princesa que a vovó adorava contar para a Ana. Algumas flores em botão no lugar do capim escapavam dos tijolinhos da rua, que agora eram brilhantes e esverdeados, como pedras preciosas. Não tive a idéia de olhar para onde eu mesmo estava sentado, com medo de perder aquela visão magnífica que eu não sabia se veria de novo. E por fim, a figura mais linda que meus olhos já viram planando ao redor de nós – o grande Pássaro de Fogo. Era algo inigualável, suas plumas pareciam estar em chamas o tempo todo, mas não eram chamas comuns, eram como chamas mágicas tão coloridas quanto o resto dos animais que passavam ali, as cores nunca eram as mesmas em um local do seu corpo. Assemelhava-se a um cisne em forma, e seu bico era como o de um papagaio.

- Toma isso, é gostoso. – disse a menina, me entregando uma bolinha branca nas mãos. – É doce.

- Obrigado – eu disse.

Coloquei na boca, receoso, enquanto ouvia Ana gritando meu nome. Nunca mais provei algo tão gostoso quanto aquilo que provei neste dia. Não tinha nome, quando perguntei para a menina o que era, ela simplesmente disse:

- São coisas que caem do céu para alimentar os seres daqui.

Ana continuou gritando meu nome, minha boca estava cheia do último pedaço daquela delícia alva. Quando me virei já estava de noite, toda aquela luz dourada havia sumido. A menininha ainda estava lá, olhando... E eu não podia mais ver nada. Levantei desesperado. Ela disse adeus, enquanto meus primos me puxavam pelos braços. Gustavo queria chegar em casa e comer os quitutes que minha avó fazia nos fins de semana, mas eu não conseguia nem lembrar onde eu morava direito. Depois eu perguntei a eles dois se também tinham visto, mas por alguma razão, apenas eu e aquela menina podíamos ver. Minha avó disse a nós que tinha uma menina que sentava naquela escada quando ela era menina também, e era até estranho que ainda ficava lá. Claro que ela ressaltou que não era a mesma menina, mas e se fosse? E se aquele mundo a tivesse prendido em algum lugar do tempo, para que ela passasse toda a infância ali a admirar aquele maravilhoso pedaço do paraíso? Na mesma noite eu saí de madrugada para ir até lá, mas a menina tinha sumido. Talvez ela tivesse casa, talvez não fosse a mesma menina que a minha avó via, talvez eu estivesse louco de fato.

Por duas semanas, o gosto doce ainda estava na minha boca.

– Eduardo César